Quando um evento corre bem, mas não acontece nada
- Isisto Eventos
- há 3 dias
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Há eventos em que tudo funciona.
Os convidados, o espaço, a produção, tudo corre sem problemas. A comida é boa e tudo termina no momento certo.
No final, mesmo com tudo a correr bem, fica uma sensação difícil de explicar: a sensação de que nada aconteceu. Não no sentido literal. As coisas aconteceram, mas talvez não tenha acontecido aquilo que realmente importava.
Quando uma empresa começa a planear um evento, as decisões iniciais são as mais óbvias:
Onde será?
Quantas pessoas?
Qual é o orçamento?
De que fornecedores precisamos?
Que formato vamos utilizar?
E são perguntas necessárias. Mas existe uma pergunta ainda mais importante, que deve ser feita antes de tudo:
Porque é que estas pessoas precisam de estar juntas?
A resposta não serve apenas para escrever um briefing. Vai servir como um norte para tomar as decisões seguintes.
Se o objetivo é aproximar uma equipa, talvez o formato não deva funcionar como uma conferência.
Se é fortalecer uma relação com clientes, talvez não seja suficiente colocá-los numa sala durante duas horas e oferecer-lhes um bom jantar.
Se é apresentar uma nova marca, talvez uma apresentação tradicional não seja a melhor forma de a tornar percetível.

Um evento é feito de decisões visíveis e invisíveis
Existe aquilo que todos veem: o espaço, a decoração, a iluminação, o palco, a comida, os materiais.
E existe aquilo que quase ninguém vê.
Porque é que uma pessoa foi convidada e outra não.
Porque é que alguém se sentou naquele lugar.
Porque é que determinada conversa aconteceu antes de outra.
Porque é que o percurso pelo espaço foi pensado de determinada maneira.
Porque houve tempo para conversar.
Porque uma apresentação durou vinte minutos em vez de quarenta.
Essas decisões podem parecer pequenas. Mas são elas que moldam a experiência de quem está presente.
É aqui que entra a curadoria
Curar não é escolher coisas bonitas. É escolher o que faz sentido. É saber o que deve estar presente, o que pode desaparecer e o que precisa de ser questionado.
Na direção de um evento, isso significa olhar para o conjunto: Para a empresa, as pessoas, o momento, o espaço, a mensagem, para aquilo que precisa de acontecer depois.
A execução transforma o plano em realidade. A curadoria ajuda a garantir que o plano merece existir.
No fim, o sucesso pode ser uma coisa muito simples
Talvez não seja o número de fotografias publicadas. Nem a quantidade de pessoas na sala.
Nem sequer o fato de tudo ter corrido exatamente como estava previsto.
Talvez seja aquela conversa que continuou depois, a pessoa que ficou mais tempo do que tinha planeado, a relação que se tornou mais próxima, a sensação de que aquele encontro tinha uma razão para existir.
É por isso que, para nós, um bom evento não termina quando os convidados vão embora. É aí que começamos a perceber se aquilo que planeámos realmente aconteceu.
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